Some Say…

Abril 9, 2008 por epiclove

Ah, que alegria divina!

E é mentira. Nem é divina. Posso dizer que é uma santa alegria, mas ainda assim não é divina.

O dicionário me trai. “Divina” e “santa” são quase a mesma coisa, embora eu não saiba a diferença – colocando minhas esperanças em que haja alguma -, e resolva me sentir um tantinho mais contraditória – e não abro mão de que não é sagrada, mas sim, santa.

Funciona assim: não posso chamar de divino algo que envolve calor humano e beijos tórridos. Porém, posso chamar de santo, já que também envolve nomes murmurados e olhos se fechando magicamente – tão magicamente como o momento pareceu não se acabar, já que ainda roda em minha mente.

Não, não me roubaram minha inocência, nem a cedi de boa vontade. Continuo com ela, se é que me faço entender, mas não totalmente. Meio que abri mão de um terço dela enquanto correspondia um beijo com algo que eu nunca provei antes: uma mistura de desejo mesclado com paixão e a satisfação de finalmente poder cobrir aqueles lábios com os meus.

Olha, alguns dizem que foi só um capricho satisfeito. Eu digo que foi muito mais. Eu digo que foi santo.

How Do I Fix My Head?

Março 23, 2008 por epiclove

Eu achei que até estivesse enlouquecendo. Peguei todas as referências pra mim. Quase me mediquei e me sugeri repouso sem que me desse conta do que estava acontecendo – em fatos, eu sei o que está acontecendo?

Acho que é a tentativa de escapar da realidade, no final das contas. O que eu sei é que, mais que nunca, parece que tudo que eu faço tem uma segunda intenção que nem mesmo tem a ver comigo. Como uma tentativa de vida paralela. Como se eu precisasse de mais problemas…

(eu venho meio que tentando comprá-los)

A coisa toda é que eu posso estar ficando entediada, o que é pio que louca.

Sabe, hoje eu fiz duas coisas estranhas. Sequer me reconheci as fazendo. Eu pintei as unhas de vermelho e implorei meu emprego de secretária de volta.

Sabe por que eu queria o emprego de secretária de volta? Porque eu precisava de um telefone em especial. E eu esperniei, como se fosse importante como minha imaginação pensa que é. Porque não é. Porque eu estou ficando louca e fascinada – e é três vezes mais horrível que louca.

Sobre o esmalte vermelho, só estou assumindo alguém que eu não sou. Não sei explicar quão rápido isso me possuiu, mas uma coisa é não ter certeza sobre quem se é e a outra é não ter a menor idéia. Eu acho que, atualmente, sei menos de mim do que de Veronica Mars – o que, aqui entre nós, é uma vergonha.

E eu não durmo desde ontem. Quero só ver amanhã pra me tirar da cama… Amanhã eu tenho prova. Prova de química. Se eu estudei? Não. Não faço idéia do conteúdo e estou com medo.

Tem toda essa marcação sobre passar na UFRGS e ser alguém. Eu não sei se eu quero ser alguém. Eu estou bem assustada no momento com toda essa pressão e acho que isso só piora.

Eu não quero entrar em uma depressão terminal com histerismo como minha tia mais velha. Eu não cheguei ao ponto de apagar cigarros na minha pele para fazer com que a dor externa fosse maior que a interna, porque eu não sinto grandes dores. Eu só sinto a pressão, o medo, e a sensação de estar vivendo com uma estranha. Eu durmo com essa estranha, acordo com ela, faço o café da manhã com ela e vou pra aula com ela. Ela está lá quando eu estou tentando resgatar alguma coisa boa do meu passado e está lá me confundindo quando eu só quero ter um final de semana com meus pais.

Eu não sei quem ela é, mas ela vive dentro de mim.

É como se ela quisesse tomar conta, mas algo dentro de mim ainda fosse forte o bastante para segurar firme.

E Deus sabe que a última coisa que eu preciso agora é uma dupla personalidade.