Some Say…

By epiclove

Ah, que alegria divina!

E é mentira. Nem é divina. Posso dizer que é uma santa alegria, mas ainda assim não é divina.

O dicionário me trai. “Divina” e “santa” são quase a mesma coisa, embora eu não saiba a diferença – colocando minhas esperanças em que haja alguma -, e resolva me sentir um tantinho mais contraditória – e não abro mão de que não é sagrada, mas sim, santa.

Funciona assim: não posso chamar de divino algo que envolve calor humano e beijos tórridos. Porém, posso chamar de santo, já que também envolve nomes murmurados e olhos se fechando magicamente – tão magicamente como o momento pareceu não se acabar, já que ainda roda em minha mente.

Não, não me roubaram minha inocência, nem a cedi de boa vontade. Continuo com ela, se é que me faço entender, mas não totalmente. Meio que abri mão de um terço dela enquanto correspondia um beijo com algo que eu nunca provei antes: uma mistura de desejo mesclado com paixão e a satisfação de finalmente poder cobrir aqueles lábios com os meus.

Olha, alguns dizem que foi só um capricho satisfeito. Eu digo que foi muito mais. Eu digo que foi santo.

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